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Como falar sobre a deficiência com o candidato!

Existem candidatos que já adentram o espaço da entrevista comentando algo sobre a deficiência. Explicam, por exemplo, que chegaram atrasados por que o ônibus que tem acessibilidade não passou. Nesses casos, aproveite a oportunidade e falem sobre o tema, ainda que, neste momento, de forma superficial.

e o candidato não tocar no assunto, primeiro conheça o lado profissional/técnico e depois fale sobre a deficiência. O momento ideal é aquele em que o candidato já não está tão tenso e o entrevistador já percebeu se tem interesse, do ponto de vista técnico, em contratá-lo.

A forma como tema é abordado pode ser bem objetiva. Uma ótima maneira para quebrar o gelo é perguntar se a pessoa encontrou alguma dificuldade da entrada do prédio até a sala de entrevista. No caso de pessoas surdas, aborde se houve alguma dificuldade com a recepcionista, por exemplo.

Dependendo do tipo de deficiência, as perguntas variam. Porém, o que mais importa saber, considerando o ambiente de trabalho é:

1- Tipo de recursos técnicos utilizados (ampliador de som, software específicos..);

2- Autonomia de Locomoção e Tipo de transporte utilizado;

3- Autonomia para cuidar da própria higiene.

4- Tipo de adaptações físicas necessárias;

5- Se há problemas que a contratação seja pela lei de cotas;

6- Adaptações que seriam necessária/colaborariam significativamente para o trabalho.

Muitas vezes as etapas do processo seletivo já respondem algumas das questões acima. Tente ficar atento para não ser repetitivo. O entrevistador pode e deve anotar o que o candidato fala, deixando bem claro que o objetivo das perguntas é pensar na melhor forma de adaptar o ambiente, caso o mesmo venha a ser selecionado.

As perguntas referentes à deficiência precisam acontecer. Entretanto, é preciso ter claro que o objetivo é promover um ambiente laboral o mais acessível possível. Não há problema em saciar curiosidades, desde que o candidato promova abertura para isso. De qualquer forma é preciso tomar cuidado, para não fazer do processo seletivo uma sessão de análise. Lembre-se, quem está na frente do entrevistador é um candidato, um profissional, que entre outras características é uma pessoa com deficiência.

No mês passado falamos sobre como entrevistar uma pessoa surda. Você leu? No próximo mês iremos falar sobre como entrevistar pessoas com deficiência físicas. Nesse caso, abordaremos as perguntas especificas que poderão ajudar para que o processo seletivo seja um instrumento facilitador da inclusão laboral.

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