PROJETO OPORTUNIDADES ESPECIAIS, ASSISTA E CONHEÇA!

Um outro olhar sobre Raphael Nishimura

A prática de escalar exige da pessoa total destreza motora, pois as barreiras encontradas no cotidiano do esporte podem ser arriscadas. Certo? Então, uma pessoa com distonia muscular, doença que provoca contrações involuntárias do corpo, não poderia ser medalhista no esporte em questão. Certo?.

Se você concordou com as afirmações acima é sinal que não conhece Raphael Nishimura. Ele escala desde 2007 e ano passado ganhou medalha de prata no mundial de Paraclimb.

Nós conversamos com Raphael, mas diferente da mídia em geral, que costuma focar no esporte e na deficiência, abordamos a questão da empregabilidade. Para não deixar ninguém curioso, ao final da matéria colocamos links que falam sobre o esporte do Rapha.

1. Raphael qual é sua formação acadêmica?

Sou graduado em Tecnologia e Mídias Digitais - PUC - SP (Pontifícia Universidade Católica). Tenho as seguintes Pós-Graduações: MBA - Gestão de Tecnologia da Informação - FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista) e Pós-Graduação – Extensão - Estratégia Gerencial (custo, orçamentos, e indicadores de desempenho) - FGV (Fundação Getulio Vargas).

2. Em que momento decidiu fazer Tecnologia e Mídias Digitais?

Após fazer 3 anos de Ciências da Computação, percebi que o curso era tudo o que não gostaria de fazer e trabalhar e como já trabalha com design, resolvi mudar e começar outro curso.

3. Que dificuldades encontrou no seu caminho profissional que tenha relação com a sua deficiência?

Foram muitas dificuldades até conseguir o primeiro emprego com carteira assinada, antes disso trabalhei em pequenas empresas e tambem fiz muito freelancer, infelizmente naquela época o preconceito era bem maior. Cheguei a ouvir de um recrutador,cadeirante, que não tinha certeza se eu iria conseguir trabalhar todos os dias.

4. O que mais te motivou a vencer as dificuldades?

Primeiro porque eu sabia que eu poderia fazer tudo o que eu quisesse, depois porque sempre tive apoio da minha família e dos amigos! Querer fazer algo já é 50% do caminho!

5. Há quanto está na IBM? E como conquistou a vaga?

Há quase 9 anos, na época concorri com outros 4 candidatos, todos sem deficiência. Comecei como estagiário e depois fui efetivado.

6. Com que idade surgiu a distonia muscular?

Aos 8 anos de idade.

7. Como isso influenciou na conquista de uma vaga de emprego?

A distonia no meu corpo é generalizada e muito forte, hoje vivemos em um sociedade onde a aparência é a primeira impressão, então apesar de um bom currículo sempre tive muitas dificuldades para provar em poucos minutos que tinha condições de trabalhar normalmente.

8. E para a formação profissional? Precisou de algum suporte?

Sempre precisei me adaptar aos desafios, alguns coisas aprendia sozinho, outras meus amigos me ajudavam.

9. Qual é sua maior superação no dia a dia e o que te motiva?

Minha maior dificuldade no dia a dia é me locomover e o que mais motiva é quando chega o fim de semana eu vou viajar para escalar em algum lugar.

10. Qual é a dica que o profissional Raphael daria a uma pessoa que tem distonia e está em busca de uma vaga no mercado de trabalho.

A dica que eu deixo é, estude, faça cursos, valorize-se, às vezes você não terá sucesso em tudo e quando isso ocorrer, reflita o que deu errado, guarde na memória e siga adiante. Defina um norte e seja feliz.

Links de outras matérias do Raphael:

www.oglobo.com

www.altamontanha.com

www.4climb.com.br

www.escaladaint.com.br

Agradecemos ao Rapha pelo carinho e disponibilidade! Desejamos muito sucesso no seu caminho!

compartilhe no facebook